segunda-feira, 20 de junho de 2011

{"Aventura no Trem - parte II"}

  Bom, vocês lembram dos "bolivianos" que falei em um dos meus posts anteriores ???
  Na verdade não são bolivianos, são peruanos. Pois é, hoje eles vieram novamente comigo no trem. Porém, dessa vez eu não estava indo rumo à Central do Brasil e nem tinha trabalho pra fazer. Eu estava indo para casa, quase dormindo em pé e cheia de dor de cabeça. TENSO !!!
  Estou, eu, no meio do vagão, "agarrada" no ferro (não levem para a maldade, por favor) quando sou cercada pelos peruanos. Na hora que ouvi uma nota músical de um dos instrumentos deles logo pensei: "É perseguição, só pode ser".
  Com a dor que eu estava, eu não conseguia nem pensar. Cada momento que passava surgia uma voz diferente, e eles ali, cantando, firme e forte. Era uma mistura de "Pele é 50, pelêêê" , "Latão, coca-cola ou água" , "Paçoca é 10, pingo de leite é 10" e a música de fundo "nuncaaaaa, pero nuncaaaaa meeee abandooones". E eles ficaram ali, cantando da estação de Vila Militar até Padre Miguel. O som da flauta (ou sei lá como chama aquilo) entrava na minha cabeça como se fosse uma agulha entrando na veia, o tambo parecia um martelo batendo no meu cérebro.  Em Padre Miguel eles desapareceram (para o outro vagão) e eu só faltei gritar "Graças a Deus".
  A melhor parte foi quando eles começaram a falar (dessa vez eu entendi, pois não estava sonolenta nem tinha dado de cara com o suposto Bob Marley). Falaram que gostariam de mostrar a música peruana e de conhecer melhor as músicas brasileiras, mas que para conhecê-las ainda levaria um tempo pois tinham acabado de chegar no Brasil, cerca de uma semana atrás. Quando escutei isso, só faltei chamá-los de mentirosos e quase cai na gargalhada na frente deles (kkkkkkk). Ué eles tinham entrado no trem que eu estava a um mês atrás, além disso me assustaram e tiraram meu sono. Vai entender !!!
  Quase fiquei louca hoje. Dessa vez eles não foram nada uteis pra mim, só me deixaram pior, a dor de cabeça aumentou. Agora vou ficar bem atenta quando eles aparecerem novamente no trem, se der a doida vou pra outro vagão.

By Carolina Pessoa

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